2 de Fevereiro de 2015 - 17h33

Marcos Gomes e Daniel Serra voltam “recalibrados” de Daytona

Pilotos disputaram famosa prova de 24 horas no tradicional circuito norte-americano e trazem aprendizados úteis para a temporada 2015 da Stock Car
Marcos Gomes e Daniel Serra voltam “recalibrados” de Daytona Fernanda Freixosa/Vicar

A Stock Car esteve representada por três pilotos na edição das 24 Horas de Daytona, que aconteceram no final do último mês de janeiro. O campeão Rubens Barrichello correu na categoria protótipos, enquanto Marcos Gomes e Daniel Serra faziam parte do quarteto na categoria GT. Nenhum dos três, no entanto, conseguiu terminar a prova, ou por problemas mecânicos ou por terem se envolvido em acidentes, mas no caso de Gomes e Serra eles garantem: é um aprendizado que pode ser trazido para a Stock Car.

Marcos e Daniel formaram um quarteto ao lado do compatriota Chico Longo e do italiano Andrea Bertolini, correndo com uma Ferrari 458 Italia. A corrida para eles terminou na 19ª das 24 horas, quando o time brigava pela vitória na classe GT. O balanço para a dupla que disputa a Stock Car, no entanto, é positivo. Principalmente no que diz respeito ao que pode ser trazido para a maior categoria do automobilismo brasileiro.

“Traz aprendizado, sim. Por mais que os carros e os pneus sejam bem diferentes, o GT e o Stock têm mais ou menos o mesmo peso, tração traseira, potência semelhante, então ajuda muito no treinamento do piloto. E ter a oportunidade de andar bastante com o carro antes de voltarmos às atividades na Stock é muito bom”, aponta Marcos Gomes. “Em Daytona trabalhamos com uma gama de 20 a 30 estratégias, porque as variáveis são enormes em uma corrida de 24 horas, mas é coisa que dá pra usar como experiência na Stock sim”, diz.

Piloto da Red Bull, Daniel Serra compartilha da mesma opinião. “É importante porque se passa mais tempo dentro do carro, pilotando, porque treinamos muito pouco na Stock. Então qualquer contato, aquela rotina de viver o final de semana da corrida, de trabalhar no acerto do carro, tudo isso é treino. A gente sempre aprende alguma coisa nova e em algum momento acaba usando”, disse Serra, que disputou a prova pela terceira vez. Em 2013, ele terminou na décima posição.

Gomes também vê outro ponto positivo da participação na corrida de longa duração mais famosa dos Estados Unidos. “Você consegue ver o nível em que você está em relação a outros pilotos, principalmente dentro da sua equipe. Tínhamos o Bertolini, que é piloto de fábrica da Ferrari, com experiência de Fórmula 1, então é um parâmetro bem interessante”, destaca.

Rubens Barrichello abandonou a prova a dez horas do fim por um problema mecânico.

 

Venda de ticket

Compre já seu ingresso
para a próxima etapa!

Clique aqui e
garanta o seu.
x