2 de Setembro de 2015 - 11h01

O Senhor dos Anéis

Cada um dos três anéis conquistados por Thiago Camilo com suas vitórias na Corrida do Milhão tem um dono diferente. Ele mesmo faz questão de contar esta história
O Senhor dos Anéis Divulgação

Thiago Camilo ganhou três anéis da Corrida do Milhão, pelas vitórias em 2011, 2012 e 2015, esse último conquistado há duas semanas. Até a manhã do último domingo (data das corridas em Cascavel) contudo, o piloto da Ipiranga RCM nunca tinha visto os três cobiçados troféus juntos, já que ele só tem um dos anéis, o da primeira vitória. O segundo anel foi doado ao pai, Bel Camilo, duas semanas após a vitória de 2012, em Interlagos, a mais dramática das três: Camilo largou em vigésimo e cruzou a linha de chegada 0,081s à frente de Ricardo Maurício. E o terceiro já saiu do pódio de Goiânia no dedo do chefe da equipe, André Bragantini.

“O Thiago chegou à minha casa e me surpreendeu com o anel. Foi um presente espetacular, um reconhecimento que emocionaria qualquer pai, imagine eu”, disse o normalmente já emotivo Bel Camilo. Com Bragantini foi diferente. “Eu olhei para ele no pódio e disse: ‘ Esse é meu’. Ele nem pensou duas vezes e me jogou o anel”, lembra o chefe da equipe.

“Eu não estaria aqui se não fosse pelo meu pai, e não ganharia três vezes a Corrida do Milhão se não fosse a minha equipe, então acho mais que merecido que eles fiquem com os anéis”, diz o piloto do Chevrolet número 21, que voltará de Cascavel para São Paulo apenas com o anel de 2011.

Thiago Camilo chegou à Ipiranga RCM em 2011. Em cinco largadas na Corrida do Milhão, ele tem três vitórias (2011, 2012 e 2015), um segundo lugar (2014, quando chegou 186 milésimos de segundo atrás do vencedor, Rubens Barrichello) e um sexto (em 2013, última prova do ano, liderava na 27ª das 30 voltas para ser campeão quando o câmbio quebrou). O que faz a equipe ter um desempenho tão dominante na prova mais importante do automobilismo nacional?

“A equipe, não somente na Corrida do Milhão, mas em outras corridas, adota uma estratégia agressiva, arriscada, que só pode dar certo quando se tem um piloto que consegue ser rápido e poupar pneus, que é muito difícil. Então temos um casamento de estratégia com piloto, somado ao nosso excelente trabalho nos pit stops, que vem dando certo”, responde André Bragantini.

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