17 de Março de 2016 - 09h48

Serrinha: poucos, mas bons pontos

A bordo do carro #29, paulista divide carro com Danilo Dirani e chega em quarto lugar na abertura em Curitiba
Serrinha: poucos, mas bons pontos Duda Bairros/Vicar

Que sufoco! Última volta, você olha no retrovisor e enxerga um colorido de cinco carros se mexendo de um lado para o outro para tomar sua posição. Foi exatamente essa a encrenca que Danilo Dirani teve de enfrentar na parte final da corrida de duplas, que abriu a temporada da Stock Car no último dia 6 em Curitiba. Dirani aguentou a pressão e cruzou a linha de chegada em quarto lugar, garantido quatro preciosos pontos para Daniel Serra no campeonato.

Os pilotos titulares tiveram a responsabilidade de largar. Serrinha fez boa corrida desde o começo, mantendo um pezinho na briga pelos poucos pontos distribuídos na etapa (só os seis primeiros pontuaram). Ele parou para a troca de pilotos na 23ª volta (de 46 completadas), junto com os líderes. Aí, Dirani assumiu o volante e imprimiu um ritmo forte até o final.

“A gente sai de Curitiba cumprindo um objetivo, que era pontuar. Não foi fácil, mas o Danilo [Dirani] foi muito bem no final. Ele fez uma corrida muito consistente e sem erros, isso ajudou muito. Agora, vamos para o Velopark carregando esses pontos e começando a pensar no campeonato”, afirmou Daniel Serra, que se despede do autódromo da capital paranaense ostentando a marca de maior vencedor da pista entre os pilotos em atividade na Stock Car, feito dividido com Ricardo Maurício (quatro vitórias).

“Eu sabia que a responsabilidade era grande, mas terminar essa corrida com cinco carros atrás de mim, tentando roubar esses pontos, foi demais! Me diverti bastante e estou feliz mesmo de ter ajudado o Serrinha. Foi a minha estreia na Stock Car e esse é um fim de semana que eu vou guardar com muito carinho”, destacou Dirani.

As coisas também poderiam ter terminado assim para Cacá Bueno e Ricardo Sperafico, mas um leve toque na largada fez com que o capô do carro número #0 começasse a se soltar bem acima da roda dianteira esquerda. Na abertura da 29ª volta, o capô ganhou vida própria, decolou e foi se juntar aos fãs nas arquibancadas.

“O motor não estava legal desde os treinos, isso a gente já sabia. Mas o carro em si se comportou muito bem. Foi uma pena enfrentar problemas, porque era para estar ali brigando perto do Daniel [Serra], por um quinto ou sexto lugar também. A gente estava junto até o pit stop e poderíamos ter saído de Curitiba com alguns pontos. O problema é que mais uma vez as presilhas do capô quebraram. E desta vez foi por um toque de raspão que levei do [Felipe] Fraga na largada. Desencaixou e foi quebrando aos poucos. Foi uma pena. Agora é partir para o Velopark para começar o campeonato para valer”, disse Cacá, atual vice- campeão da Stock Car.

Naquele momento, Sperafico já estava no cockpit. O paranaense ainda parou para colocar um novo capô, mas a corrida já estava totalmente comprometida e a equipe Red Bull Racing acabou optando por recolher o carro para a garagem.

“Eu estava bem animado vendo o ritmo de corrida do Cacá [Bueno]. Quando entrei no carro, tive certeza que dava pra andar legal, apesar do problema no capô. Mas aí ele começou a se soltar e acabou voando. Acho que a turbulência da relargada pode ter ajudado a soltar de vez... Enfim, depois que fiz o pit stop para colocar um capô novo, não tinha muito mais o que fazer na corrida. De qualquer forma, foi bem divertido e quero agradecer ao Cacá e à Red Bull Racing pela chance”, destacou Sperafico.

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