25 de Maio de 2016 - 18h02

Red Bull sai frustrada de Goiânia

Equipe tinha tudo para sair de Goiânia na liderança do campeonato. Mas sabe como é: às vezes, uma volta é suficiente para mudar tudo
Red Bull sai frustrada de Goiânia Divulgação

Pra contar a história da terceira etapa da temporada da Stock Car, disputada no último domingo (22), em Goiânia, é só dividir em duas partes. Na primeira, Cacá Bueno foi o protagonista, largou bem e liderou mais da metade da Corrida 1. Daniel Serra também estava nessa, beliscando um pódio, em terceiro lugar.

Mas aí o jogo virou. Os dois pilotos da Red Bull Racing tiveram problemas no mesmo instante, na mesma volta. Um pneu detonado no carro #0 de Cacá, um problema de pressão de óleo no #29 de Serrinha, e foi tudo para o brejo.

Quer dizer, quase tudo.

Cacá ainda conseguiu recuperar alguns pontos chegando em sexto lugar na Corrida 2 (depois de largar em 20º). Serrinha não teve essa chance porque o problema dele era bem mais complexo e forçou um abandono.

Largando na pole position, Cacá não teve dificuldades para manter a liderança. Rubens Barrichello não tinha um ritmo de corrida tão bom quanto o dele e foi perdendo terreno. Primeiro, foi ultrapassado por Marcos Gomes; e depois por Daniel Serra.

Na metade da corrida, Cacá começa a reclamar do comportamento do carro pelo rádio, dizendo que está muito ‘traseiro’. Marquinhos chega nele e consegue a ultrapassagem na 18ª volta, de um total de 30 completadas.

Três passagens depois, veio a explicação para a queda de rendimento do carro de Cacá. O pneu traseiro esquerdo dele perdeu pressão, murchou, descolou da roda e saiu passeando pela pista. Cacá foi parar na área de escape. Curiosidade: foi justamente um pneu traseiro esquerdo que explodiu durante o treino livre de sexta-feira, provocando uma rodada a mais de 200 km/h.

“Eu tinha ritmo para ganhar. O Marquinhos chegou, fez a ultrapassagem, mas eu já estava com problema. O carro começou a escapar de traseira e era justamente o pneu que estava perdendo pressão. Ainda levei para os boxes, coloquei um pneu novo e conseguimos marcar um pontinho”, resignou-se o pentacampeão.

Quase no mesmo instante em que Cacá via a vitória escapar, Serrinha parou na pista com um problema na pressão do óleo (depois conseguiria voltar pra corrida). De qualquer forma, para ambos, foi só tentar levar até o final. “Meu carro estava com um problema de pressão de óleo e começou a apagar sempre no mesmo ponto, na mesma curva, então eu tinha de ir ligando e desligando”, disse.

Eles ainda conseguiram lucrar alguns pontos. Serrinha marcou três, em 19º. Cacá fez um pontinho, em 20º. Marquinhos venceu essa corrida. Devidamente abastecidos pelas paradas forçadas nos boxes, Cacá e Serrinha tinham possibilidades de crescer na segunda corrida.

Só que Daniel Serra sabia que o problema no carro dele não se resolveria num estalar de dedos – também porque os carros não podem receber reparos no curto intervalo entre as corridas. Pois então ele largou, fez o que dava, mas teve de abandonar na segunda volta. “Para a segunda corrida, eu sabia que seria muito difícil chegar no final. Fiz uma boa largada, estava bem pra marcar pontos, mas não teve jeito. Espero que esse tenha sido nosso fim de semana ruim e que daqui pra frente a gente comece a recuperar de novo”, afirmou.

Cacá mandou bem na largada, ganhou posições e foi subindo na tela de cronometragem conforme outros pilotos paravam nos boxes. Tinha muita gente precisando de splash-and-go nessa prova. Os primeiros colocados haviam terminado a primeira corrida sem abastecer (o que Cacá também faria se o pneu não tivesse estragado os planos).

Mas é isso: na sétima volta, de um total de 18, ele já era o sexto colocado, pressionando Thiago Camilo. Os dois ficaram nessa briga, presos atrás de Ricardo Zonta, por bastante tempo. Trocaram de posição seis vezes, mas Camilo acabou chegando na frente. Cacá foi o sexto. Não foi de todo ruim para quem esteve em situação tão delicada depois de liderar a primeira corrida. Alguns pontinhos a mais na sacola e vamos em frente. O vencedor na segunda corrida foi Galid Osman, companheiro de Thiago Camilo.

“Na segunda corrida, tivermos uma boa recuperação, ganhei 14 posições, mas também poderia ter sido melhor. Eu estava mais rápido que o [Ricardo] Zonta, mas fiquei brigando com o Thiago [Camilo] e aqui não dá pra passar dois carros usando o push. Então eu passava por ele, ele me passava de novo, mas a gente não passava o Zonta. Faltou sorte, conseguimos alguns pontos, mas fica aquela sensação de que dava pra sair daqui liderando o campeonato”, destacou Cacá.

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