Bardahl Hot Car: evolução no Velo Città

Guga Lima e Sergio Jimenez marcam pontos na primeira bateria para equipe na estreia do circuito

A estreia da Stock Car no autódromo do Velo Città, em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, foi marcada por duas corridas bem movimentadas e emocionantes na disputa da sétima etapa da temporada 2017. Na primeira prova, a vitória ficou com Felipe Fraga. Na segunda bateria, triunfo de Átila Abreu. Daniel Serra, que foi oitavo e segundo colocado na rodada dupla, manteve a liderança do campeonato, com 209 pontos.

Na equipe Bardahl Hot Car, a primeira prova foi de um grande resultado para Sérgio Jimenez. Depois de largar em 26º, o piloto terminou em sétimo lugar. Guga Lima também tinha boas chances de terminar melhor colocado, mas não teve sorte na estratégia de parada do pit stop, em virtude dos Safety Cars na pista, e ficou em 18º, também marcando pontos. O piloto havia largado na 29ª posição.

Na segunda prova, Jimenez partiu da quarta posição pelo grid invertido e vinha num ritmo forte, até sair da pista numa disputa com Galid Osman. O piloto recebeu uma punição pela batida e abandonou a disputa. Guga Lima também foi tocado logo após a largada, num acidente que envolveu outros carros e finalizou em 20º.

A primeira prova foi bastante movimentada, com o pole position Átila Abreu tendo problemas logo após a largada e saindo da pista com um pneu furado, em consequência de um toque com Felipe Fraga. Foram quatro entradas do Safety Car na prova, após algumas rodadas e incidentes. Com alguns pilotos favorecidos na estratégia do pit stop, nos momentos em que o carro de segurança entrou na pista, Fraga levou a melhor para faturar a terceira vitória no ano.

A segunda prova também teve a intervenção do Safety Car logo depois da largada num acidente que envolveu Rubens Barrichello, Denis Navarro e também Guga Lima, que vinha logo atrás. Na prova, Abreu reverteu o azar da primeira bateria em sorte e garantiu a vitória.

Apesar de chateado com o acidente na segunda corrida, Jimenez celebrou a volta ao Top-10. “Foi um bom resultado. Viramos o carro de ‘ponta cabeça’ para acertá-lo para as provas. Estudamos bastante, o carro melhorou, verificamos isso no warm up de hoje cedo e ele evoluiu. Poderia ter sido até melhor se a gente tivesse entrado na primeira janela de reabastecimento, talvez poderíamos ter brigado até por um pódio. Mas demos sorte na segunda tentativa e deu certo”, comentou o piloto do Stock #73.

Jimenez também falou sobre o acidente. “O Galid usou o push e eu me defendi. Consegui me manter por dentro e ele escorregou na segunda curva. Eu olhei no espelho e ele não estava do meu lado e na hora que eu fui fazer a curva ele ‘deu’ na minha roda traseira e eu rodei. Levei o toque por trás e fui punido. Sinceramente, não consigo entender como funcionam essas punições”, lamentou o piloto de Piedade, no interior de São Paulo.

Guga Lima também ficou chateado com o resultado final, mas elogiou o bom rendimento do Stock #9. “Tínhamos um carro muito bom na corrida 1 e foi uma pena que fomos prejudicados pelo Safety Car na estratégia do pit. Na segunda corrida, o acidente na largada ‘entortou’ o carro e não deu pra conseguir um resultado melhor”, completou o piloto mais jovem do grid.

O chefe de equipe Amadeu Rodrigues também esperava um resultado melhor, mas ficou satisfeito com a evolução dos carros. “Foi um resultado muito bom do Sérgio, que conseguiu uma recuperação excelente. O carro estava rápido e achamos o caminho para essa pista. Disputamos com o Daniel Serra, que é o líder e um dos pilotos mais rápidos da categoria, o Sérgio chegou na frente dele na primeira prova, então fiquei bem contente com essa evolução técnica”, frisou.

“Infelizmente, na segunda corrida, teve a batida entre ele e o Galid e eu acho que o certo seria uma advertência para os dois. Quando eles bateram, os dois rodaram e os dois foram prejudicados e foram lá pra trás. Então não é justo que o Sérgio ‘pague’, porque ele não tirou o Galid”, explicou.

Rodrigues também lamentou o fato da estratégia do pit stop com as entradas dos Safety Cars ter prejudicado Guga Lima. “Quando vimos o primeiro Safety entrar, chamei o Sérgio para os boxes, mas ele já tinha passado. Na segunda oportunidade, o Sérgio entrou e deu o outro Safety. Quando o Guga e outros pilotos entraram no final isso acabou prejudicando. Foi uma pena, porque ele estava bem rápido na corrida também. Foi super consistente na prova toda”, continuou.

“Não deu pra ser uma festa completa, mas foi importante estar de novo com um dos carros entre os 10 melhores na corrida principal e vamos seguir trabalhando para as próximas etapas”, completou o chefe do time.